domingo, 15 de junho de 2014

O SEGREDO DE PANDORA - Mais uma de corpo estranho.

Essa fofa ai embaixo na foto é a pequena Pandora, uma filhotona de 05 meses da raça American Staff.
Uma fofa mesmo!! Mas apronta e muuuito. Come de tudo que está na sua frente; e o que não está, ela dá um jeito de adquirir também.
O exame ultrassonográfico e radiográfico apontava estruturas pequenas; mas qual não foi a nossa surpresa em ver que várias estruturas pequenas estavam emaranhadas numa grande quantidade de fios, cabelos, pêlos,.... Tudo junto: fio eletrônico, plásticos de diversos tipos, planta....
Agora está tudo bem né Pandora?

Prestes a acordar!!! Tão fofa que precisava de uma foto com você.

Esse era o segredo de Pandora. Um enorme corpo estranho de diversos objetos juntos emaranhados.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

TRICOBENZOAR

Tricobenzoar é um corpo estranho formado de um acúmulo e emaranhado de pêlos.
Acontece tanto em cães como em gatos.
Esse caso abaixo aconteceu numa cadelinha da raça Maltês de 3,2kg. A Yasmin estava com prostrada, salivando bastante (enjoo) e vomitando muito. Desidratada e perdendo pêlos.
Esse tricobenzoar era tão grande  (130mm X 12mm) que ocupava do início aofim da vesícula gástrica e chegava a "tampar" a entrada do intestino delgado.

Agora, sem pêlos no seu estômago, eu espero que você melhore Yasmin!!!

Bjs

Visão do tricobenzoar dentro do estômago

Tricobenzoar após ser retirado via endoscopia

quinta-feira, 22 de maio de 2014

PALESTRA: Gastroscopia e Colonoscopia como Auxílio Clínico

Dia 20/05/14 as 19:30 ministrei a palestra sobre os exames de gastroscopia e colonoscopia como auxílio clínico para um grupo de colegas veterinários e estudantes veterinários.

Durante aproximadamente 50 minutos tentei passar um pouco dos conceitos do exame endoscópio do trato digestório alto e baixo; de uma forma a poder mostrar a importância desse exame como auxílio diagnóstico e terapêutico no "dia-a-dia" do colega clínico veterinário; e podendo ainda, estreitar esse canal de comunicação entre nós da classe veterinária.

Fiquei muito feliz com o interesse do grupo e a disposição para "encarar" a palestra, mesmo numa terça-feira de noite.

E, agradeço enormemente à Radiovet  pela excelência. Esse ciclo de estudo continuado tem sido ótimo e muito elogiado pelos nossos colegas da classe. Estimula o crescimento e a troca de informações, além de trazer temas importantes e atualidades no meio veterinário. Linda iniciativa!!!!

Obrigada ao CESVet que junto com a Radiovet faz com que esse ciclo de palestras aconteça.

Aos patrocinadores: Qualittas e Drogasvet.

Até o próximo evento

Bjs








quinta-feira, 24 de abril de 2014

GASTRITE CRÔNICA ASSOCIADA A HELICOBACTER

                A gastrite crônica é clinicamente caracterizada pela persistência do quadro de vômito mesmo quando existe uma terapia instituída. É comum, apresentar outros sinais clínicos além do vômito, tais como, inapetência, anorexia, prostração, perda de peso, dor abdominal, hematêmese (presença de sangue no vômito).

Fonte: Google imagens
          
                      As bactérias do gênero Helicobacter devem ser sempre uma forte suspeita em casos de gastrite crônica; elas infectam o estômago de diversas espécies de mamíferos como humanos, cães e gatos. Tais bactérias produzem uma enzima denominada urease que ajuda a se adaptarem ao ambiente ácido do estômago. A presença dessa enzima urease pode ser usada também como auxílio em diagnóstico para confirmar o quadro de infecção.
  
                        É possível tanto em cães como em gatos, a presença da bactéria Helicobacter em mucosa gástrica em animais sem a sintomatologia. Sendo estes classificados como pacientes portadores assintomáticos.

Helicobacter pylori - imagem de microscopia eletrônica em mucosa humana (fonte: Google imagens)


                         O diagnóstico pode ocorrer de três formas:
  • Avaliação histopatológica dos fragmentos de biópsia obtidos por endoscopia gástrica;
  • Teste da urease: colocar fragmentos de mucosa gástrica obtido por endoscopia em meio contendo ureia e indicador de pH. A conversão da uréia em amônia pelas bactérias vão causar uma alteração na coloração do meio testado.
  • Teste respiratório por carbono 14: ingestão de uma substância ativadora desta enzima urease (produzida pelas bactérias Helicobacter); após um determinado tempo, se faz a detecção deste produto na expiração do paciente. 


                      Todos os três exames vão obter suas limitações; os dois primeiro vão depender da presença da bactéria no fragmento analisado; dessa forma é possível haver falso negativo. E, o último exame não está bem implementado na medicina veterinária (utiliza os marcadores humanos) e ainda não faz parte da realidade brasileira.

                     A visualização da mucosa pela endoscopia pode variar de aspecto dependendo do quadro sintomático do paciente. Pode variar de uma mucosa com aspecto normal (paciente assintomático) à uma mucosa hiperêmica e erosiva. 


Mucosa hiperêmica, erodida, com pequenos pólipos sésseis de caráter inflamatório

Mucosa marcadamente hiperêmica e enantematosa

                 O tratamento deve ser feito instituído a dupla antibiótico+antiácidos. É relatado que o uso concomitante de substância antiácida no tratamento auxilia na diminuição do edema, melhora o aspecto erodido da mucosa e dessa forma auxilia para que o antibiótico tenha melhor eficácia. Vale ressaltar que o tratamento é longo (mínimo de 14 dias), podendo haver recidivas. É relatado que as bactérias do gênero Helicobacter desenvolvem rapidamente resistência às substâncias antimicrobianas.

Dúvidas??? entre em contato!!!!

Fonte:
  • TAMS, T.R; Gastroenterologia de pequenos animais; Ed. Roca;New York (NY):2005; 454p

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Bebes (Brincando com cachorro)





Cuide da saúde de seus filhotes (humanos e caninos) para que esses momentos especiais continuem com essa mesma alegria!!!

domingo, 20 de abril de 2014

LINFOMA INTESTINAL - COLONOSCOPIA

LINFOMA INTESTINAL

Essas imagens abaixo mostram as alterações vistas em todos os segmentos do Cólon de um canino, Labrador, macho de 08 anos. Mesmo com o diagnóstico, o paciente está em ótimas condições. Segue o tratamento clínico - oncológico há 06 meses (quando recebeu o diagnóstico pela primeira vez).

Sua proprietária segue firme e com muita positividade o tratamento do seu "filho" canino. E, com muito amor, dedicação dos pais e de sua veterinária clínica, o nosso paciente não perdeu peso, continua brincando muito, tem poucos sintomas gastro-intestinais (controlados com medicação apropriada e alimentação correta).

Esse paciente serve como exemplo de que apesar das imagens fortes e do diagnóstico de linfoma, é possível controlar e oferecer uma excelente qualidade de vida.

Parabéns Sheik!!! Você, sua família e sua veterinária clínica formam juntas uma equipe vencedora!!!

Padrão nodular pelos segmentos do Cólon

Padrão nodular pelos segmentos do Cólon

Final do exame de Colonoscopia, quando visualizamos a Valva ílio-cecal.

Padrão nodular por toda a mucosa em todos os segmentos do Cólon

Padrão nodular pelos segmentos do Cólon

domingo, 23 de fevereiro de 2014

SARCOMA FUSOCELULAR.

Estas imagens abaixo pertencem a um paciente de 9 anos de idade, macho da raça Golden Retriever.
Ele operou duas vezes o estômago para retirar massas de crescimento polipoides que chegavam a obstruir o esfíncter Piloro. Causavam dor, desconforto, vômito, emagrecimento e prostração. 
A histopatologia diagnosticou como Sarcoma Fusocelular em Pólipo. Esse é um tipo agressivo de tumor maligno, com alta taxa de recidivas e metástases.
Após o diagnóstico, nosso querido paciente começou o tratamento oncológico. Com o tratamento a qualidade de vida dele melhorou muito. Sua proprietária relata que ele está mais esperto, comendo melhor e vomitando menos; chegou a engordar e hoje consegue manter seu peso.
Infelizmente o tumor está voltando. Essas imagens abaixo foram da última endoscopia gástrica realizada no dia 22/02/2014 e mostram esta recidiva.

Imagem das massas polipoides recidivando na mucosa gástrica.

Imagem das massas polipoides recidivando na mucosa gástrica.