Dia 20/05/14 as 19:30 ministrei a palestra sobre os exames de gastroscopia e colonoscopia como auxílio clínico para um grupo de colegas veterinários e estudantes veterinários.
Durante aproximadamente 50 minutos tentei passar um pouco dos conceitos do exame endoscópio do trato digestório alto e baixo; de uma forma a poder mostrar a importância desse exame como auxílio diagnóstico e terapêutico no "dia-a-dia" do colega clínico veterinário; e podendo ainda, estreitar esse canal de comunicação entre nós da classe veterinária.
Fiquei muito feliz com o interesse do grupo e a disposição para "encarar" a palestra, mesmo numa terça-feira de noite.
E, agradeço enormemente à Radiovet pela excelência. Esse ciclo de estudo continuado tem sido ótimo e muito elogiado pelos nossos colegas da classe. Estimula o crescimento e a troca de informações, além de trazer temas importantes e atualidades no meio veterinário. Linda iniciativa!!!!
Obrigada ao CESVet que junto com a Radiovet faz com que esse ciclo de palestras aconteça.
Aos patrocinadores: Qualittas e Drogasvet.
Até o próximo evento
Bjs
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
GASTRITE CRÔNICA ASSOCIADA A HELICOBACTER
A gastrite crônica é clinicamente caracterizada pela persistência do quadro de vômito mesmo quando existe uma terapia instituída. É comum, apresentar outros sinais clínicos além do vômito, tais como, inapetência, anorexia, prostração, perda de peso, dor abdominal, hematêmese (presença de sangue no vômito).
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| Fonte: Google imagens |
As bactérias do gênero Helicobacter devem ser sempre uma forte suspeita em casos de gastrite crônica; elas infectam o estômago de diversas espécies de mamíferos como humanos, cães e gatos. Tais bactérias produzem uma enzima denominada urease que ajuda a se adaptarem ao ambiente ácido do estômago. A presença dessa enzima urease pode ser usada também como auxílio em diagnóstico para confirmar o quadro de infecção.
É possível tanto em cães como em gatos, a presença da bactéria Helicobacter em mucosa gástrica em animais sem a sintomatologia. Sendo estes classificados como pacientes portadores assintomáticos.
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| Helicobacter pylori - imagem de microscopia eletrônica em mucosa humana (fonte: Google imagens) |
O diagnóstico pode ocorrer de três formas:
- Avaliação histopatológica dos fragmentos de biópsia obtidos por endoscopia gástrica;
- Teste da urease: colocar fragmentos de mucosa gástrica obtido por endoscopia em meio contendo ureia e indicador de pH. A conversão da uréia em amônia pelas bactérias vão causar uma alteração na coloração do meio testado.
- Teste respiratório por carbono 14: ingestão de uma substância ativadora desta enzima urease (produzida pelas bactérias Helicobacter); após um determinado tempo, se faz a detecção deste produto na expiração do paciente.
Todos os três exames vão obter suas limitações; os dois primeiro vão depender da presença da bactéria no fragmento analisado; dessa forma é possível haver falso negativo. E, o último exame não está bem implementado na medicina veterinária (utiliza os marcadores humanos) e ainda não faz parte da realidade brasileira.
A visualização da mucosa pela endoscopia pode variar de aspecto dependendo do quadro sintomático do paciente. Pode variar de uma mucosa com aspecto normal (paciente assintomático) à uma mucosa hiperêmica e erosiva.
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| Mucosa hiperêmica, erodida, com pequenos pólipos sésseis de caráter inflamatório |
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| Mucosa marcadamente hiperêmica e enantematosa |
O tratamento deve ser feito instituído a dupla antibiótico+antiácidos. É relatado que o uso concomitante de substância antiácida no tratamento auxilia na diminuição do edema, melhora o aspecto erodido da mucosa e dessa forma auxilia para que o antibiótico tenha melhor eficácia. Vale ressaltar que o tratamento é longo (mínimo de 14 dias), podendo haver recidivas. É relatado que as bactérias do gênero Helicobacter desenvolvem rapidamente resistência às substâncias antimicrobianas.
Dúvidas??? entre em contato!!!!
Fonte:
- TAMS, T.R; Gastroenterologia de pequenos animais; Ed. Roca;New York (NY):2005; 454p
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Bebes (Brincando com cachorro)
Cuide da saúde de seus filhotes (humanos e caninos) para que esses momentos especiais continuem com essa mesma alegria!!!
domingo, 20 de abril de 2014
LINFOMA INTESTINAL - COLONOSCOPIA
LINFOMA INTESTINAL
Essas imagens abaixo mostram as alterações vistas em todos os segmentos do Cólon de um canino, Labrador, macho de 08 anos. Mesmo com o diagnóstico, o paciente está em ótimas condições. Segue o tratamento clínico - oncológico há 06 meses (quando recebeu o diagnóstico pela primeira vez).
Sua proprietária segue firme e com muita positividade o tratamento do seu "filho" canino. E, com muito amor, dedicação dos pais e de sua veterinária clínica, o nosso paciente não perdeu peso, continua brincando muito, tem poucos sintomas gastro-intestinais (controlados com medicação apropriada e alimentação correta).
Esse paciente serve como exemplo de que apesar das imagens fortes e do diagnóstico de linfoma, é possível controlar e oferecer uma excelente qualidade de vida.
Parabéns Sheik!!! Você, sua família e sua veterinária clínica formam juntas uma equipe vencedora!!!
Essas imagens abaixo mostram as alterações vistas em todos os segmentos do Cólon de um canino, Labrador, macho de 08 anos. Mesmo com o diagnóstico, o paciente está em ótimas condições. Segue o tratamento clínico - oncológico há 06 meses (quando recebeu o diagnóstico pela primeira vez).
Sua proprietária segue firme e com muita positividade o tratamento do seu "filho" canino. E, com muito amor, dedicação dos pais e de sua veterinária clínica, o nosso paciente não perdeu peso, continua brincando muito, tem poucos sintomas gastro-intestinais (controlados com medicação apropriada e alimentação correta).
Esse paciente serve como exemplo de que apesar das imagens fortes e do diagnóstico de linfoma, é possível controlar e oferecer uma excelente qualidade de vida.
Parabéns Sheik!!! Você, sua família e sua veterinária clínica formam juntas uma equipe vencedora!!!
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| Padrão nodular pelos segmentos do Cólon |
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| Padrão nodular pelos segmentos do Cólon |
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| Final do exame de Colonoscopia, quando visualizamos a Valva ílio-cecal. |
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| Padrão nodular por toda a mucosa em todos os segmentos do Cólon |
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| Padrão nodular pelos segmentos do Cólon |
domingo, 23 de fevereiro de 2014
SARCOMA FUSOCELULAR.
Estas imagens abaixo pertencem a um paciente de 9 anos de idade, macho da raça Golden Retriever.
Ele operou duas vezes o estômago para retirar massas de crescimento polipoides que chegavam a obstruir o esfíncter Piloro. Causavam dor, desconforto, vômito, emagrecimento e prostração.
A histopatologia diagnosticou como Sarcoma Fusocelular em Pólipo. Esse é um tipo agressivo de tumor maligno, com alta taxa de recidivas e metástases.
Após o diagnóstico, nosso querido paciente começou o tratamento oncológico. Com o tratamento a qualidade de vida dele melhorou muito. Sua proprietária relata que ele está mais esperto, comendo melhor e vomitando menos; chegou a engordar e hoje consegue manter seu peso.
Infelizmente o tumor está voltando. Essas imagens abaixo foram da última endoscopia gástrica realizada no dia 22/02/2014 e mostram esta recidiva.
Imagem das massas polipoides recidivando na mucosa gástrica.
Imagem das massas polipoides recidivando na mucosa gástrica.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
ALERGIA ALIMENTAR = GASTROENTERITE EOSINOFÍLICA
É diagnosticado definitivamente através da avaliação histopatologica dos fragmentos de mucosa coletados durante o exame endoscópico (gastroscopia e/ou colonoscopia). A avaliação macroscópica durante o exame endoscópico não diferencia o processo inflamatório de outros; mas visualiza uma processo inflamatório difuso (edema de mucosa somado a hiperemia).
É visualizado a presença de infiltrado eosinofílico de forma difusa em mucosa gastrointestinal. Ainda não está tão bem esclarecido o processo que engatilha a deposição desse infiltrado eosinofílico na mucosa gastrointestinal. Esse infiltrado eosinofílico também pode estar presente em região de muscular e subserosa. Sendo que a literatura científica relata que a gastroenterite eosinofílica mucosal (em mucosa) é a mais comum, e os tipos muscular e subseroso são os menos comuns.
A gastroenterite eosinofílica é comumente conhecida como Alergia Alimentar e cursa junto em animais que além de distúrbios gastrointestinais também manifestam distúrbios cutâneos e/ou respiratórios em conjunto. Dessa forma, os pacientes além de manifestarem diarreias, vômitos, perda de peso, distensão abdominal; podem manifestar em conjunto sintomas como eczema, hiperemia cutânea, asma,...
É diagnosticado definitivamente através da avaliação histopatologica dos fragmentos de mucosa coletados durante o exame endoscópico (gastroscopia e/ou colonoscopia). A avaliação macroscópica durante o exame endoscópico não diferencia o processo inflamatório de outros; mas visualiza uma processo inflamatório difuso (edema de mucosa somado a hiperemia).
É visualizado a presença de infiltrado eosinofílico de forma difusa em mucosa gastrointestinal. Ainda não está tão bem esclarecido o processo que engatilha a deposição desse infiltrado eosinofílico na mucosa gastrointestinal. Esse infiltrado eosinofílico também pode estar presente em região de muscular e subserosa. Sendo que a literatura científica relata que a gastroenterite eosinofílica mucosal (em mucosa) é a mais comum, e os tipos muscular e subseroso são os menos comuns.
A gastroenterite eosinofílica é comumente conhecida como Alergia Alimentar e cursa junto em animais que além de distúrbios gastrointestinais também manifestam distúrbios cutâneos e/ou respiratórios em conjunto. Dessa forma, os pacientes além de manifestarem diarreias, vômitos, perda de peso, distensão abdominal; podem manifestar em conjunto sintomas como eczema, hiperemia cutânea, asma,...
Região em Antro Gástro - Processo Inflamatório Difuso
Corpo Gástrico - Processo Inflamatório Difuso
Esfíncter Piloro - Diminuição em luz, processo inflamatório.
Cólon Ascendente - Presença de edema de mucosa
Cólon Ascendente - Edema e hiperemia em mucosa
sábado, 8 de fevereiro de 2014
O ANEL DO NICK
Nick é um cãozinho da raça Teckel de 5 meses de idade que resolveu comer o anel da sua dona. Um lindo anel em formato de coração.
Nick foi então para a endoscopia; e utilizando pinças apropriadas para retirar corpo estranho e com as manobras corretas foi possível retirar o anel.
Após poucos minutos, Nick acordou super bem e feliz. Não fazia a menor ideia do que havia acontecido. Já sua proprietária, ficou duplamente feliz; pelo Nick e por ter seu anel de volta.
Olha as fotos ai embaixo!!!
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| Radiografia ventro - dorsal. Perfeita imagem do anel em coração! |
Radiografia lateral.
Imagem endoscópica da região de antro gástrico com o anel.
Imediatamente após a retirada do anel.
Close do anel!
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